Publicado por: idiotices em: 9 Maio, 2008
Em uma sexta-feira, quase dia das mães…dá vontade de mandar tudo para a Tonga da Mironga do Kabuletê…
Acompanhe..
Eu caio de bossa
Eu sou quem eu sou
Eu saio da fossa
Xingando em nagô
Você que ouve e não fala
Você que olha e não vê
Eu vou lhe dar uma pala
Você vai ter que aprender
A tonga da mironga do kabuletê
A tonga da mironga do kabuletê
A tonga da mironga do kabuletê
Eu caio de bossa
Eu sou quem eu sou
Eu saio da fossa
Xingando em nagô
Você que lê e não sabe
Você que reza e não crê
Você que entra e não cabe
Você vai ter que viver
Na tonga da mironga do kabuletê
Na tonga da mironga do kabuletê
Na tonga da mironga do kabuletê
Você que fuma e não traga
E que não paga pra ver
Vou lhe rogar uma praga
Eu vou é mandar você
Pra tonga da mironga do kabuletê
Pra tonga da mironga do kabuletê
Pra tonga da mironga do kabuletê
Essa versão não está completa, mas foi a única que eu achei com o Toquinho no violão… fora a palhinha sensacional dele com o Vinícus cantando em italiano!!
LIN-DO!
E para todos que merecem… vão para a Tonga da Mironga do Kabuletê!
8 Dezembro, 2008 às 9:13 pm
Engraçado isto.
Quando eu era menina ouvia meu pai contando sobre a infância dele, nos anos da II Guerra Mundial.
Ele falava sobre ter ouvido a expressão “Tonga na milonga do carburetê”, “mas não queria dizer absolutamente nada, como a expressão “mato tiro tiro lá”, que todos falávamos nas mais absurdas situações e totalmente fora de contextos. O que é certo é que nunca as pronunciamos com intenções de ofensas”. E seguia:
“Tenho a impressão, hoje, que a gente dizia a primeira para ressaltar a lentidão dos carros movidos a carbureto (gasogênio) quando se dizia de algo que demorava demais para acontecer, mesmo porque a gente pronunciava a frase quando ia lançar críticas sobre a demora em realizar algo mas, como a segunda (mato tiro tiro lá), era quase que um eco para alguma quadrinha de folguedos de rua. Não saberia dizer a origem das expressões, mas nós as ouvíamos na década dos anos quarenta, por volta dos meados.”
Interessante por dois motivos: pela primeira vez vejo a expressão na boca de outros embora de forma diferente porque meu pais pronunciava como entendia (tonga da milonga do carburetê) e ainda por ter sido utilizada pelo imortal poeta Vinicius.