Desgraça pouca é bobagem
Não faz muito tempo que li sobre problemas em Mianmar nos jornais. A antiga Birmânia foi palco de manifestações da população, liderada por monges budistas, que, no final do ano passado pediam o fim da repressão militar e democracia. Os protestos, realizados em vários dias consecutivos, foram considerados o maior levtante popular dos últimos anos contra a junta militar que governa o país.
Foi imposto um toque de recolher nas duas principais cidades do país, Yangun e Mandalay, e proibida a reunião de grupos de mais de cinco pessoas. Também foram colocadas tropas para patrulhar ruas e templos. O medo é que se repitam os episódios de 1988, quando as últimas manifestações pró-democracia realizadas em Mianmar foram reprimidas violentamente, em confrontos que deixaram cerca de 3.000 mortos.
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Agora Mianmar voltou para os jornais, e novamente por um motivo, no mínimo, triste. Um ciclone tropical atingiu o país no último sábado e o número de mortos pode chegar a 10 mil. Até agora já foram encontradas e identificadas 3.934 pessoas e 41 feridos.
O ciclone atingiu o sul do país e destruiu milhares de casas. O fornecimento de energia foi interrompido, linhas telefônicas foram cortadas, a queda de árvores e postes bloqueou estradas e os preços dos alimentos triplicaram.
Milhares de pessoas estáo desabrigadas, sem água potável ou comida. A Cruz Vermelha Internacional entregou mantimentos às vítimas, mas não foi suficiente. A OMS (Organização Mundial de Saúde), a Unicef e outras organizações afirmam que há necessidade de urgente de sacos plásticos, purificadores de água, equipamentos de cozinha, redes para mosquitos, remédios e comida.
Cinco regiões do país foram declaradas como áreas de desastre após a passagem do ciclone, cujos ventos atingiram 190 km/h.



